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Protagonistas de “Winx” contam curiosidades dos bastidores e como imaginam a continuação da série

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Série inspirada na animação “Clube das Winx” está fazendo sucesso na Netflix

A série “Fate: A Saga Winx” chegou há poucos dias no catálogo da Netflix, mas já está entre as favoritas do público. A produção de Brian Young foi inspirada na animação “Clube das Winx”, que completou 17 anos nesta quinta-feira (28).

A produção conta com seis episódios, e relata a trajetória de Bloom (Abigail Cowen), uma fada que acaba de descobrir a existência de um universo mágico chamado Outro Mundo. “Eu quis manter a teimosia da personagem [na adaptação]. Eu senti que isso era parte dela [a personagem]”, contou a atriz em entrevista exclusiva à Atrevida. “Eu acho que foi uma grande responsabilidade interpretar a Bloom. Depois de ler o primeiro roteiro, eu percebi que eu precisaria de muita emoção para interpretar essa personagem“, explicou. 

Abigail já era conhecida do público da Netflix por seu papel como Dorcas em “O Mundo Sombrio de Sabrina”, e agora pôde apresentar aos fãs uma personagem boazinha. “Elas são completamente opostas. Quando eu interpreto uma personagem malvada, eu tento encontrar algo bom nela, mas às vezes quando você está interpretando alguém tão ruim como uma das Irmãs Estranhas é mais difícil“, brincou ela.

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Na trama, o interesse amoroso de Bloom é o guerreiro Sky – assim como na animação que deu origem à série – interpretado por Danny Griffin. O ator conta que descobriu que iria participar da produção apenas 1 mês antes das gravações começarem. “Minha preparação física foi horrível”, disse ele, com uma risada nervosa.  “Eu consegui o papel mais ou menos um mês antes das gravações começarem, então eu tive mais ou menos umas três semanas para entrar em forma“, revelou.

Em “Clube das Winx”, os personagens masculinos não aparecem tanto quanto na adaptação da Netflix e, para Danny, essa foi uma ótima novidade. “Eu gostei muito de interpretar essa versão do Sky, pois ele é bem diferente do desenho. Existem algumas similaridades, é claro, mas eu acho que nessa adaptação o Sky tem um peso gigante em seus ombros. A adaptação humanizou os personagens, colocando eles em cenários mais reais“, afirmou. 

 

“Eu estava muito animado em revisitar as dificuldades de ser um adolescente, pois é um dos momentos mais difíceis das nossas vidas“. Griffin reforça que gostou que seu personagem ganhou mais profundidade na série, e não é apenas um guerreiro na trama, mas enfrenta diversos dilemas. 

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E os dilemas na trama não param em Sky. Stella, vivida por Hannah van der Westhuysen, também enfrenta questões profundas com seus poderes e a influência negativa de sua mãe, a Rainha Luna (Kate Fleetwood). Por conta disso, a fada da luz acaba criando uma personalidade mais arisca e até mesmo perigosa, somada à uma vaidade apurada – algo que alguns fãs compararam com outra personagem famosa da cultura pop. “Qualquer comparação com a Regina George é um elogio enorme. Ela é um ícone”, afirmou Hannah. 

Para mim, apesar de saber que Stella tem uma característica meio vilã, eu tento achar a humanidade nela. Quando eu estava na escola, eu passei por momentos muito complicados e precisei lidar com muitas meninas que eram como a Stella. Eu tentei então entender porque elas eram tão cruéis, e o que estava de fato acontecendo com elas. Foi algo até meio terapêutico pegar um papel que me fez pensar o porque as pessoas são tão cruéis como a Stella é… no início“, brincou. 

Sobre a adaptação da personagem, Hannah revelou que aprova a mudança na personalidade da fada para a série. “Nós amamos a Stella do desenho, mas seria um programa de bonecas se nós tivéssemos dado para vocês o que vocês já conhecem. Eu acredito que aquela jornada de redenção para ela se tornar a personagem que todo já ama muito é o que Brian [Young] está tentando criar”

A fada Musa também sofreu algumas mudanças na produção. Enquanto no desenho ela é uma fada da música, na série a personagem vivida por Elisha Applebaum é uma empata – isso significa que ela consegue sentir as emoções de outras pessoas. “Os poderes dela, no final da trama, desenvolvem bastante. Mas eu espero que ela consiga usá-los para lutar e quem sabe matar alguns Queimados“, brincou a atriz, se referindo aos vilões da trama. 

 

A evolução dos poderes que Elisha cita acontece nas cenas finais da história, onde ela usa toda sua força para salvar Sam (Jacob Dudman), seu namorado na trama. A atriz conta que teve uma ótima relação com ele nos bastidores. “Ele é incrível e é muito fácil trabalhar com ele. As cenas ficaram muito mais fáceis pois ele me fez sentir muito confortável”. 

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E a boa relação nos bastidores parece ter sido algo unânime entre o elenco. “Nós passamos as festas de final de ano juntas, estamos juntas o tempo inteiro“, contou Hannah. “Foi algo muito orgânico e nada foi forçado. Nós nos demos muito bem, e foi um equilíbrio perfeito”, acrescentou Precious Mustapha, a responsável por dar vida para Aisha.

Mas não foram somente momentos legais que o elenco compartilhou. Eliot Salt, a atriz que interpreta Terra, revelou uma situação pra lá de inusitada dos bastidores das gravações. “A cena mais difícil foi quando estávamos no Stone Circle, quando começamos a praticar magia. A cena demorou tanto que começou a escurecer, e um monte de pequenos insetos começaram a aparecer. Nós tentamos ficar quietas, mas os insetos começaram a subir na nossa boca, nariz, cabelo. Para mim, essa foi a cena mais difícil de fazer“, contou ela em meio à risadas.

A história de Terra também vem carregada de empoderamento feminino na série, além de um discurso contemporâneo sobre corpos. Para a atriz, a forma natural e integrada que a produção mostra é algo que ela gostaria de ter visto quando era mais nova. “Eu estou muito orgulhosa de participar da série, e que isso signifique que a produção tenha outros tipos de corpos. É algo que eu gostaria de ver enquanto eu estava na minha adolescência“.

 

Até o momento, a Netflix ainda não confirmou se “Fate: A Saga Winx” ganhará uma continuação, mas para Precious Mustapha, sua personagem ainda tem muita coisa para mostrar. “Eu sinto que ainda tem uma revelação sobre seu passado para acontecer, porque ela está em Alfea e porque ela é do jeito que ela é“, antecipou a atriz. “Ela faz um jogo bem misterioso, então será interessante ter uma segunda temporada para descobrir mais sobre a Aisha”.

Em determinado momento da trama, Aisha precisou ir contra o que as Winx estavam planejando e, para a atriz, isso é algo que não deve acontecer novamente… Ou talvez aconteça? 

“Ela fez o que ela pensou que seria o certo. Não foi necessariamente pensando nos amigos, mas ela estava pensando no bem maior. Eu acho que ela aprendeu com isso e eu espero que não vai fazer mais isso“, disse. “Mas quem sabe, né?”, finalizou Precious, deixando um clima de mistério no ar.

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A mudança de lados de Aisha não foi a única polêmica envolvendo a trama da série. Antes mesmo da estreia, fãs do desenho original sentiram falta da personagem Flora. Na história da Netflix, a fada que representa o elemento da natureza é Terra. “Eu acho que é importante deixar claro que a Flora é um personagem diferente. Com esperança, nós ainda vamos ganhar outras temporadas, vocês vão ver no futuro“, disse. “Eu não quero me precipitar”. 

A primeira temporada de “Fate: A Saga Winx” já está disponível na Netflix.