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Lei LGPD: Entenda como transformar a internet em um ambiente seguro

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Conversamos com o advogado Luis Henrique Menucci sobre as precauções que jovens devem tomar nas redes sociais

Você se sente seguro na internet? Em setembro de 2020, uma nova lei sobre a proteção de dados entrou em vigor e veio para mudar para melhor esse mundo online. Por isso, a Atrevida entrou em contato com o advogado e coordenador do curso de Direito da Faculdade Anhanguera de Vila Mariana, Luis Henrique Menucci, para esclarecer as mudanças e benefícios que essa nova lei traz.

Antes de tudo, precisamos entender o que é a LGPD, a Lei Geral de Proteção de Dados. “[Ela] visa garantir direitos para os cidadãos e consumidores sobre como vai ocorrer o tratamento de dados pessoais, online ou não, então esses dados podem ser provenientes de redes sociais ou até mesmo um cadastro na academia”, explica o advogado. A lei fará com que empresas mostrem quais dados serão usados e precisará da permissão do usuário para começar a coletar as informações. 

Entretanto, não é só ela que garante a sua segurança na internet! Luis Henrique reforça que a proteção começa nas nossas próprias ações. “Só iremos ver a LGPD funcionando se o usuário começar a prestar atenção nos detalhes para que ele faça sua parte e fique mais seguro, a Lei impõe novas formas e permissões de troca de dados, mas não impossibilita”, afirma.

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Ainda, o advogado nos explicou direitinho o que devemos fazer para garantir uma maior segurança na internet. “O ideal é que sempre tenha um duplo fator de identificação, como senha e SMS ou verificação de duas etapas, isso reduz as chances dos dados serem vazados”, aconselha. “Lembre-se de trocar a sua senha periodicamente, não usar a mesma para vários logins e que ela seja robusta de no mínimo oito caracteres misturando letras, números e símbolos, e sem usar dados pessoais”, acrescenta. 

É importante que os jovens se atentem aos ‘Termos de Uso’“, reforça o advogado. “Parta do princípio de que os dados que está colocando ali serão públicos e permanentes, então filtre o que irá compartilhar nas redes”, relata.

Além disso, outras medidas precisam ser tomadas dentro dos próprios aplicativos, no caso das redes sociais. “Configure suas opções de privacidade para tornar o seu perfil o mais discreto possível, não publique informações pessoais como nome completo, números de identidade, localizações específicas, mesmo em mensagens para amigos porque o perfil deles pode não ser tão seguro quanto o seu”, explica Luis Henrique.

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Mas, e se o seu perfil já tiver sido prejudicado? Como podemos saber? O advogado detalhou o que fazer nessa situação. “Preste atenção se seu perfil está com mudanças que desconhece ou se a rede te indica que houve algum problema com a sua conta, seja o aplicativo do banco ou seu e-mail”, conta. “Caso veja alguma atividade suspeita procure uma delegacia de crimes cibernéticos ou, se na sua cidade não tiver uma, vá a uma delegacia comum e faça uma notícia crime”, alerta.

Por fim, Luis Henrique explicou um pouco mais sobre o papel dos pais ou responsáveis no meio dessa precaução toda. “Os pais devem sempre estar cientes do que os filhos publicam e se conectam nas redes sociais”, afirma. Entretanto, para ele, a proibição da internet não deve ser uma das opções, uma vez que elas podem trazer coisas boas também. “Saber sobre cyberbullying, mostrar a utilidade das publicidades e não compartilhar dados devem ser preocupações familiares”, conclui.