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Luísa Sonza lança “Anaconda *o* ~~~”, feat. com Mariah Angeliq: “Fiz a cama; e ela deitou”

A cantora e compositora Luísa Sonza libera o segundo single bloqueado do álbum “Doce 22” – o mais reproduzido do pop no streaming

Luísa Sonza lança "Anaconda *o* ~~~", feat. com Mariah Angeliq: “Fiz a cama; e ela deitou”
Luísa Sonza lança "Anaconda *o* ~~~", feat. com Mariah Angeliq: “Fiz a cama; e ela deitou” (Foto: Higor Bastos - @higorbastos)

Texto: Ademir Correa (@ademircorrea)
Fotos: Higor Bastos (@higorbastos)
Styling: Victor Miranda (@victorfdmiranda)
Beleza: Pedro Moreira (@pedromoreiramake)
Direção de arte (capa): Daniel S. B. Mangione

Luísa Sonza injeta veneno no pop. E também o seu antídoto. Após conquistar a crítica em julho último com “Doce 22”, seu diário sonoro perigosamente autoral, alcançou ainda o amor do público – sensação que, em nossa entrevista inicial, admitiu sentir pela primeira vez após trajetória rápida marcada por uma lente de aumento focada em sua vida pessoal – acumulando likes e hate(r)s. Êxito em números nunca foram uma questão aqui.

Colecionadora de hits, ela carrega o título de artista pop mais reproduzida de 2021 no streaming e ainda o álbum mais ouvido do gênero, segundo ranking recente do Spotify Brasil. “Siiim, eu esperava”, comenta sobre o recorde alcançado – mesmo estando diante de um disco que ainda não foi ouvido em sua totalidade, porque foi disponibilizado com três singles anunciados e bloqueados. Dois deles já no ar: “Fugitivos”, com Jão, e “Anaconda *o* ~~~”, feat com a norte-americana de ascendência porto-riquenha Mariah Angeliq – liberado hoje com clipe (que assistimos em primeira mão no celular da artista) em alta temperatura e potencial imediato para hitar.

“Me mostra a Anaconda da Nicki Minaj quando for a hora” (Anaconda *o* ~~~’)

Alçada ao patamar de diva, sua aposta atual atende pelo nome de “Anaconda *o* ~~~” (assim mesmo, com os caracteres de cobrinha) e surgiu de um caminho sem fórmulas. “É uma música especial que passou por muitas transformações. Assim como eu. Comecei ela há dois anos no dia em que fiz ‘Braba’, ‘VIP *-*’ e ‘Toma’. Deixei ali. Demorou para maturar, envelheceu como um vinho (risos).E me provocava em algum lugar…. Achava a letra diferente, de um feminino agressivo que me instigava”, comenta.

Eu canto ‘Me mostra a Anaconda da Nicki Minaj quando for a hora / Só não se apaixona que é mais um pra conta’, cita o verso e comenta quando resolveu refazer o som com uma empolgação de quem tomou a decisão certa (antes e depois de tudo resolvido). “Decidi: ‘Quer saber, vou fazer eu mesma’. Então chamei a Jenni [Mosello, cantora e compositora] e o Lucas [Vaz Machado, produtor musical] no estúdio, porque ninguém faz nada sozinho e sou muito aberta a ideias”, dispara.

Diante desta canção que estava pronta, e ainda finalizando outras partes do trabalho, Luisa Sonza foi buscar o que queria musicalmente falando. “Sei usar o Pro Toolls, no entanto, prefiro que alguém faça isso porque penso mais rápido do que o jeito que eu opero [o software]. E, assim, minhas unhas não permitem que eu mexa muito no computador”, ri com suas novas garras que ela movimenta constantemente arranhando o ar.

Estamos no camarim enquanto ela toma chimarrão nesta tarde de sábado e, diante do espelho, aponta o rumo que tomou. “’Anaconda *o* ~~~’ muda de bpm [batidas por minuto] quatro vezes, o que não é comum. O Lucas falava: ‘isso não existe’. E eu respondia: ‘vai passar a existir, sabe’. No começo tem uma batida de funk que gravei com a boca; quando parece que vai acabar, entra um funkzão do nada. Tem acidente de carro, barulho de cinto de segurança. Não vai tocar em rádio, não é óbvia. Virou uma produção visual de ouvir. Vi o clipe praticamente na produção. Na minha opinião é uma das mais diferentes que fiz”, revela sobre o som que ganhou mais camadas com a chegada de Mariah Angeliq.

Toda essa liberdade de fazer escolhas vem acompanhada de orgulho para Luísa Sonza – “Quando atinjo esta catarse na arte, vira um xodó muito grande. É o meu bebê do Lado A. Assim como ‘Penhasco’ é o do B” – e também de certo medo – “daqueles de não dormir e ter crise de ansiedade”.

Dúvidas à parte, Sonza nos ensina de onde vêm tantas perguntas sem resposta: “Quando você não tem respeito e nem um nome a zelar, você vai, amor. Já eu estou no meio, não posso estragar tudo. E quanto mais você entrega, mais insegurança aparece”, confidencia ao experimentar o sucesso comercial e o carinho dos seguidores. “É muito bom ver as pessoas te elogiando. Assim, ‘Doce 22’ me trouxe este lugar. Não quero parar de ter isso’” reconhece ao mesmo tempo em que admite que esta sensação levemente aterrorizante não é daquelas que paralisam – porque nunca deixou de fazer o que queria por causa dela. “É só um medo mesmo. Todo mundo tem. Sempre tive. Estou com medo agora, desta entrevista. Só que a minha coragem é maior. Espero seguir assim”, conclui minutos antes de posar para a primeira série de capas digitais da Rolling Stone Brasil.

Confira a entrevista na íntegra e as fotos maravilhosas no site da Rolling Stone Brasil aqui.

Créditos

Set Designer: Felipe Tadeu (@fetadeu)

Light Designer: Michael Willian (@michaelwillianphoto)

Tratamento de Imagem: Caroll Ferreira (@caroullis)

Making Of: Leonardo Cordeiro (@leocordeiiro)

Produção de Moda: Jorge Moura (@jorgmoura) e Tainá de Castro (@tainadecastroo)

Assistente de Beleza: Daniel Cannavan (@dancannavan)

Agradecimentos: Galpão Oito (@galpaooito) e Melina Tavares Comunicação (@melinatavarescomunicacao)