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Grammy: 5 artistas que já se envolveram em polêmicas com a premiação!

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Relembre famosos que criticaram a cerimônia, antes do The Weeknd

As brigas no mundo da música são muitas, principalmente quando premiações e cerimônias entram no meio. Este ano, com a divulgação da lista de indicados ao Grammy 2021, o “Caso The Weeknd” veio a tona, por sua falta de indicações, junto das reclamações de Justin Bieber, questionando o critério de avaliação da bancada da Academia.

Mas e no passado? Reunimos outros cinco artistas que também tiveram sua dose de discussão com a premiação mais renomada do mundo da música:

+++LEIA MAIS: Grammy 2021: Beyoncé, Taylor Swift e Dua Lipa lideram indicações; confira a lista completa!

Ariana Grande

No Grammy 2019, a cantora de “Positions” cancelou sua apresentação após se desentender com a produção da cerimônia. Na época, a cantora teria oferecido várias músicas para cantar, mas nenhuma foi aprovada, por isso decidiu não fazer a performance e acompanhar a premiação em casa.

Ainda, na época, o produtor Ken Ehrilich afirmou em entrevista que Ariana teria optado por sair da premiação por ser uma apresentação feita “em cima da hora”. Entretanto, a cantora discordou fortemente da alegação do profissional.

Posso preparar uma apresentação da noite para o dia e você sabe disso, Ken. Foi quando você sufocou minha criatividade e expressão pessoal que decidi não comparecer“, a cantora escreveu em seu Twitter após ver a declaração de Ehrilich. “Mantive minha boca fechada, mas agora ele está mentindo sobre mim“, finalizou.

Na premiação deste ano, Ariana Grande foi indicada para apenas uma categoria: “Melhor Performance de Duo/Grupo Pop”, por sua participação em “Rain On Me”, ao lado de Lady Gaga.

 

Dua Lipa

 

Também no Grammy de 2019, a dona do álbum “Future Nostalgia” deu o que falar com o seu discurso de vitória de “Revelação do Ano”.

Eu quero começar dizendo o quão honrada eu estou por ser indicada ao lado de tantas artistas femininas incríveis neste ano, porque… Eu acho que neste ano nós realmente nos esforçamos, né“, Dua alfinetou.

A fala foi uma indireta para o — na época — presidente da Academia, Neil Portnow, que em 2018 havia declarado que a falta de Grammy para mulheres era culpa delas mesmas. “Mulheres que têm criatividade em seus corações e almas, que querem ser músicas, que querem ser engenheiras, produtoras e querem fazer parte da indústria no nível executivo precisam se dedicar mais”, o Portnow declarou na época.

Dois anos depois, na edição de 2021, Dua Lipa se destaca com seis indicações na premiação.

 

Childish Gambino

Ainda na premiação de 2019, Childish Gambino fez história ao decidir não comparecer ao evento para receber seus prêmios. O motivo? A longa briga entre os Grammy’s e a comunidade do Hip-Hop, que envolvem acusações de machismo, racismo e marginalização do gênero na indústria musical. 

Na época, Gambino foi o primeiro artista do gênero a ganhar o prêmio de “Música do Ano” na história da cerimônia, com sua música “This Is America”, que protesta contra a violência policial nos Estados Unidos.

Naquela noite, o rapper levou mais três gramofones de ouro.

 

Nicki Minaj

 

Rebobinando a fita para oito anos atrás, o Grammy 2012 também foi alvo de acusações de racismo e machismo. Naquela premiação, Nicki Minaj foi indicada para quatro prêmios: “Melhor Álbum de Rap”, por “Pink Friday”, “Álbum do Ano”, com “Loud”, “Artista Revelação” e “Melhor Performance de Rap”, por “Moment 4 Life”. Entretanto, a artista não levou nenhum.

E parece que Minaj não esqueceu do ocorrido. Com a polêmica de The Weeknd, a rapper usou suas redes sociais para criticar os Grammy’s e relembrar a “injustiça” que sofreu na edição de 2012. 

Nunca se esqueça que o Grammy não me deu o troféu de ‘Artista Revelação’ quando eu tinha sete músicas simultaneamente nas paradas da Billboard e a maior semana de lançamento que qualquer outra mulher rapper na última década, o que inspirou uma geração. Eles deram o prêmio para o homem branco Bon Iver. #PinkFriday”, Minaj publicou em seu Twitter nesta terça-feira (24).

Ainda na premiação daquele ano, Nicki deu o que falar com sua apresentação de “Roman Holiday”. Na performance, a rapper atuou como Roman Zolanski, um de seus alter-egos, e encenou um exorcismo no palco dos Grammy’s. Na época, a apresentação foi fortemente criticada pela comunidade cristã.

Desde 2016, Nicki Minaj não é indicada para a premiação.

 

Tyler, The Creator

Tyler, The Creator foi outro artista negro que criticou o racismo presente da premiação. No Grammy de 2020, durante seu discurso de vitória por “Melhor Álbum de Rap”, com “IGOR”, o cantor deixou explícita sua insatisfação com a categorização da indústria musical:

Por um lado eu estou muito grato que o que eu fiz pode ser reconhecido em um mundo como esse, mas é péssimo que sempre que nós, e eu quero dizer caras que se parecem comigo, fazemos alguma coisa que transcende gêneros ou coisa assim, eles sempre colocam em alguma categoria ‘urban’ ou de rap”, reclamou Tyler. “Eu não gosto desse termo ‘urban’. Para mim, é só uma forma politicamente correta de dizer a palavra com ‘n’ [termo em inglês racista quando usado por não-negros]. Então quando eu ouço isso, eu fico tipo, por que a gente não pode ser indicado para categoria pop? Então eu fico tipo — metade de mim acha que a nomeação de ‘rap’ é um elogio ambíguo”, completou.

 

Menção honrosa: Kanye West

 

As polêmicas do Grammy não estariam completas sem o Kanye West na lista. Este ano, o rapper publicou em seu Twitter uma série de críticas à indústria musical, que envolviam a premiação famosa.

De acordo com o marido de Kim Kardashian, o showbiz seria como “navios negreiros modernos”. Em meio a fotos de contratos — que o rapper pedia para que “advogados do mundo inteiro” analisasem —, Kanye publicou um vídeo urinando em uma de seus gramofones de ouro, afirmando que não “irá parar” de criticar a indústria.