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Com “Justice”, Justin Bieber aposta em romantismo meloso e desabafos vazios

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Cantor canadense lançou, nesta sexta-feira (26), a versão deluxe do disco

Os fãs de Justin Bieber foram agraciados nesta sexta-feira (26) com seis novas faixas de “Justice”, o disco mais recente do canadense. Ele é o sucessor de “Changes”, lançado no início de 2020, e marca o retorno do artista para a música pop com influências dos anos 1980 e uma lista extensa de parceiras.

Para o novo trabalho, que vem sendo divulgado pelo canadense desde o ano passado, Justin apostou em nomes de peso para colaborações, como o rapper Dominic Fike na faixa “Die For You”, Daniel Caesar e Giveon em “Peaches”, Chance the Rapper em “Holy” e Khalid em “As I Am”. 

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Desde sua estreia nas plataformas de streaming, “Justice” dividiu a opinião dos críticos. Enquanto alguns aprovam as letras mais maduras e mais distantes de “Yummy”, single do “Changes”, outros acreditam que o disco chega a ser indigesto – o que é compreensível até certo ponto, visto que, com a versão deluxe, o CD conta com 22 faixas. 

Quando Bieber anunciou o disco, ele prometeu falar sobre uma “busca por justiça para a humanidade” e usou a fala de Martin Luther King Jr. para abrir a primeira música do álbum, “2 Much”. Ele chega a incluir outro discurso do líder da luta por direitos civis em “MLK Interlude”, mas a mensagem acaba se perdendo ao decorrer do disco e chega até a ser desperdiçada em faixas que não abordam temas importantes. 

Bieber se mostra um eterno romântico nas faixas que seguem e, apesar de se inspirar em referências dos anos 1980 com a ajuda de um nome de peso de produtores – como Finneas Eilish – a mensagem inicial fica difusa em hits chiclete. 

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Recém-casado com Hailey Bieber, Justin entra de cabeça em versos de um amor tão intenso que ele se dispõe a morrer por quem ama, como em “Die For You”. E essa receita continua na versão deluxe de “Justice”, como nas faixas “Lifetime” e “Know No Better”, onde o canadense abre o coração para cantar sobre um romance daqueles de cinema – mas que não toca ninguém além dos apaixonados. 

Me arrisco a dizer que uma das faixas mais sinceras de todo o álbum é “Lonely”- e que combina mais (não totalmente) com a mensagem inicial. Nela, Bieber, que começou sua carreira quando ainda era praticamente uma criança, desabafa – de um local de privilégio, é claro –  sobre como lidar com a fama desde cedo também pode ser um fardo. “E todo mundo me viu doente, e eu sentia que ninguém dava a mínima. Eles criticavam as coisas que eu fazia como um garoto idiota. O que você faria se tivesse tudo / Mas ninguém para ligar?”, canta ele. 

Antes que você pense que eu sou uma pessoa amargurada que não gosta de um bom romance, vou te interromper. As faixas de “Justice” são perfeitas para se declarar para o crush, isso eu não tenho dúvidas, e as boas influências do R & B dão um tom agradável para o CD. Um bom exemplo disso é “Peaches”, onde Justin também se distancia um pouco das letras românticas e se diverte em uma batida despretensiosa, com a presença de Daniel Caesar e Giveon.

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Em “Justice”, Bieber mostra que sabe falar sobre amor como sabia no início de sua carreira (“Baby”, “One Less Lonely Girl”), mas que a mensagem que ele propôs no início do disco – que são megaimportantes, principalmente para os tempos que vivemos atualmente – não foi difundida como o prometido por ele ao usar falas de um nome tão importante para a história como a de Martin Luther King.