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Sophia Valverde sente efeitos positivos e negativos das redes sociais em “A Garota Invisível”; saiba mais

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Produção do diretor Maurício Eça foi feita durante a pandemia, mas foge do coronavírus

A pandemia do novo coronavírus mudou o mundo como conhecemos drasticamente – e a indústria do cinema não ficou de fora disso. Pensando neste contexto, o diretor Maurício Eça decidiu criar um filme que apresenta características do “novo normal”, mas não cita o Covid-19 em nenhum momento.

“A Garota Invisível”, estrelado por Sophia Valverde, de “As Aventuras de Poliana”, conta a história de um grupo de adolescentes que se comunicam via chamadas de vídeo, mantendo o distanciamento social. O motivo para isso, no entanto, é explicado pelas férias escolares dos jovens, e não da pandemia. O filme acaba de estrear no catálogo da Netflix. 

“Nosso grande desejo, por conta de todo o baixo astral, era que não tivesse assunto de pandemia no filme. Ele poderia ter sido filmado em 2018 ou 2019“, contou Maurício em entrevista para a Atrevida. Ele reforçou que a intenção do longa era trazer uma interação natural, deixando a pandemia “passar totalmente batido”. 

No entanto, o coronavírus também influenciou a produção do filme em si, que foi gravado em agosto na casa dos próprios atores, com seus quartos sendo adaptados para a realidade dos personagens. “A gente tinha uma preocupação muito grande“, contou Marcelo Braga, produtor do longa. “A gente tinha uma preocupação técnica de como realizar um filme do tamanho que saiu com uma equipe reduzida. Foi um trabalho minucioso“, disse.

 

Na trama, Sophia dá vida para Ariana, uma aluna conhecida como “CDF” da turma. A jovem melhor amiga de Theo, interpretado por Matheus Ueta, que mantém uma paixão secreta por ela. Apesar de não falar sobre a pandemia, o filme se propõe a abordar temas que são tão atuais quanto.

A vida da protagonista, por exemplo, foi completamente transformada após um vídeo pessoal vazar na internet e ela acaba virando motivo de chacota. O impacto das redes sociais na vida dos adolescentes envolvidos na história é o assunto que mais se destaca. 

Para Sophia, a história mostra os dois lados da web. “A internet tem um lado muito bom, de fazer as pessoas se divertirem. Mas ela também pode ser muito tóxica“, contou a jovem atriz, reforçando que o longa dá conta de falar sobre os lados positivos da vida on-line.

E como em toda boa história de drama adolescente, temos a figura de um vilão. Neste caso, a responsabilidade de dar vida para a maldosa Diana ficou para Mharessa Fernanda, estrela de “Cúmplices de Um Resgate”. “Eu amo vilã e interpretar vilã”, confessou a atriz, que no filme é vítima de algo cada vez mais comum na internet: o cancelamento. “Foi um grande desafio e acho que a galera vai gostar bastante. Será uma relação de amor e ódio“. 

Além de falar sobre o famoso “cancelamento”, a história do filme destaca o poder de uma boa amizade. “Acho que o filme em si, vendo o próprio nome do filme, essa questão de que você não é uma pessoa invisível, tem pessoas sempre olhando para você, você é importante para alguém“, opina Ueta.

“A Garota Invisível” também conta com Guilherme Brumatti (musical “Achados e Perdidos), Bia Jordão (“Cúmplices de um Resgate” e “O Zoo da Zu”), Bianca Paiva (“Escola de Gênios”), Kaik Pereira (“Chiquititas” e “Escolas de Gênios”) e Clarinha Jordão (“Amor de Mãe”) no elenco, além da participação especial de Marcelo Várzea, como o professor Chicão.