Fale conosco

O que vc está procurando?

Revista Atrevida

Cinema

É possível gostar de Cruella de Vil? Luisa Mell corre aqui!

Mas ela não quer fazer casacos com cachorros? Mantenha isso em mente, você vai precisar!

É possível gostar de Cruella de Vil?
É possível gostar de Cruella de Vil? (Divulgação/Disney)

Por Vitor Balciunas

Gostar de Cruella de Vil parece uma ideia absurda e até mesmo imperdoável — ou pelo menos era o que eu costumava pensar antes de me deparar com a obra de Craig Gillespie. Ele foi o responsável por contar a origem dessa vilã tão polêmica, que chegou ao cinemas nesta quinta feira, 27, e estreia nesta sexta, 28, no Disney+.

A origem de Cruella

O primeiro passo em direção ao afeto pela personagem surge logo nos primeiros momentos do longa, quando somos apresentados a pequena Estella. Ela vive em conflito com um traço marcante de sua personalidade, que foi apelidado de Cruella por sua mãe: sua incapacidade de seguir as regras ou obedecer os padrões. E quem aí não gosta de um boa rebelde desafiando o sistema?

Ainda não está convencido? E se eu te falar que ela literalmente resgata um filhote indefeso de uma caçamba de lixo? As confusões da jovem nos deixam em alerta para tentar identificar o grande momento onde tudo dá errado e ela passa a perseguir os animais. Mas, ALERTA DE  SPOILER, isso não acontece!

A vilã e sua arte

Moda e design são as paixões da nossa protagonista, mas depois de uma série de eventos desafortunados, ela encontra uma nova família nas ruas de Londres. Dessa forma, ela passa a utilizar seu talento com as agulhas e tesouras para criar disfarces e facilitar pequenos golpes ao lado dos parceiros. Moralmente falando, ela está obviamente errada, mas, até o momento, não fez nada diabólico.  

O crescimento da protagonista

Com a transição para a vida adulta, Emma Stone entra em cena e vive uma nova fase da aspirante a estilista, que recebe uma oportunidade longe da vida criminal. Mas assim como todo o resto de sua história, essa oportunidade também chega com grandes desafios e a coloca frente a frente com a verdadeira megera da produção, a Baronesa, interpretada por Emma Thompson, que despertará a Cruella adormecida até então.  

O embate entre nossa anti-heroína e a Baronesa nos proporciona looks icônicos com grandes referências ao punk rock, que dominava as ruas de Londres nos anos 70, época em que o filme se passa, e ganha ainda mais força com uma trilha sonora igualmente incrível. Nesse ponto, você provavelmente já vai ter esquecido tudo de ruim que soube um dia sobre  De Vil e vai começar a torcer por seus designs inovadores e exibições provocantes, mas aquela vozinha na sua cabeça simplesmente não consegue perdoar alguém que futuramente quer destruir os 101 dálmatas, certo?

*Novo alerta de spoiler! Se você não quer saber o que acontece agora, essa é sua chance de abandonar esse post e voltar só depois que tiver assistido!*

A narrativa de origem de Cruella de Vil realmente flerta com a insanidade, sua marca registrada, mas não a coroa como o terror do mundo animal! Cheia de defeitos, mas dona de uma genialidade incomparável, ela não cruza essa linha e na verdade é responsável por iniciar o que pode ser o futuro de “101 Dálmatas” no novo universo Disney. 

Mas, afinal, podemos ou não gostar de Cruella de Vil?

Então, respondendo a pergunta do título desta matéria: sim! É possível gostar e até torcer por essa versão de Cruella, mas eu ainda manteria os pets longe de suas mãos.

Por fim, confira o trailer de “Cruella”: