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Ludmilla abre o jogo sobre preconceito: “A fama e o poder não me livraram do racismo”

Em entrevista à GQ, a cantora relembrou situações racistas que enfrentou e como lida com isso na fama

ludmilla abre o jogo sobre preconceito na fama
Ludmilla abre o jogo sobre preconceito na fama (Reprodução/ Instagram)

Ludmilla é um sucesso no mundo da música brasileira e vem crescendo cada vez mais. Mas mesmo assim ela também enfrenta algumas dificuldades. Ludmilla é capa da revista GQ deste mês e em entrevista abriu o jogo sobre o racismo, machismo e homofobia na fama.

A cantora comentou sobre a época da escola na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro e relembrou quando uma colega e sala fez comentários maldosos sobre ela. “Escreveu, entre outras coisas, que eu tinha cabelo de bombril”, disse. Mas muito disso não mudou.

Mesmo sendo muito conhecida aos 26 anos, ela continua sofrendo com os comentários nas redes sociais. “A fama e o poder não me livraram do racismo”, desabafou. Além disso, ela revelou que chegou até a sofrer ameaças de pessoas, que afirmaram que exporiam sua vida sexual nas redes sociais. “Diziam que iam para os sites de fofoca revelar que eu gostava de pegar mulher”. Por isso Ludmilla resolveu se expor publicamente e enfrentar, além do racismo, a homofobia na fama.

A artista é casada com a bailarina Brunna Gonçalves desde dezembro de 2019 e as duas já moram juntas há 4 anos. Uma marca muito importante em sua vida pessoal e na luta contra o racismo e a homofobia foi em sua participação no BBB21. “Foi emblemático beijar minha mulher e pedir respeito para os pretos em rede nacional”, comentou.

Músicas religiosas

Além de cantar funk, pop, Ludmilla também se voltou às canções religiosas. Isso porque, segundo ela, tudo começou quando precisou ser internada com um problema na coluna e se sentiu muito segura com uma força maior. “Ali, eu prometi a Ele que faria um grupo de orações na minha casa e assim comecei… Depois eu prometi fazer células maiores, com mais gente, para cada vez mais ecoar a palavra Dele e fazer com que mais pessoas, sejam elas como forem, se sintam abraçadas pelo meu Pai, sem julgamentos, assim como sempre me senti”, contou.