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Fernanda Concon fala sobre como amadureceu em meio à vida pública: “Tive momentos complicados”

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Desabafando sobre a vida, a jovem contou como escolheu ser atriz, influenciadora e estudar relações internacionais ao mesmo tempo

Fernanda Concon é um dos maiores sucessos do mundo teen nas redes sociais e, além de passar muito conteúdo sobre estudo, incentivar e ajudar os jovens durante o ensino médio e o início da faculdade, ela também é atriz e faz faculdade de relações internacionais. A Atrevida bateu um papo com a atriz e conversou sobre o início de sua carreira, suas decisões durante a vida e como ela também tem tempo de ser uma jovem de apenas 18 anos.

Seu primeiro trabalho na televisão foi aos 5 anos de idade e, a partir de então, fez diversos trabalhos, mas estourou no remake de “Carrossel” em 2012. Sobre o começo de sua carreira e como se descobriu como tal, Fernanda contou: “Fui me descobrindo atriz enquanto eu fui trabalhando. Fui me divertindo e me apaixonando por tudo aquilo”.

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A novela do SBT foi um dos maiores sucessos infantis da televisão aberta e a intérprete de Alícia enxerga a importância dela para a vida das crianças que acompanhavam “Carrossel”: “Ela trouxe todo mundo para a sala, reunia a família e tratava de assuntos como racismo preconceito, a dificuldade de cada criança. O que é muito legal porque aquilo foi a introdução dos assuntos para aquelas crianças”, disse.

Sua personagem na novela era diferente das outras meninas, porque gostava de brincar do que seria dito como ‘brincadeira de meninos’ e isso trouxe, desde cedo, o lado feminista e importante para a identificação e representação de várias crianças. Fernanda contou que a Alícia foi o primeiro ícone feminista de algumas meninas, já que ela andava de skate e jogava futebol. “Não necessariamente ela tinha uma sexualidade marcada por causa disso. Na verdade, ela era uma criança que queria brincar (…) Foi um processo para eu entender o que a Alícia significava na vida de tantas meninas daquela idade“, apontou.

Além de atriz, Fernanda exerce vários outros papéis em sua vida e, brincando, disse que nem ela sabe, de fato, como administra tudo. “É porque eu acho que eu cresci fazendo isso. Eu não lembro de uma vida que eu não fiz isso, mas eu amo tudo o que eu faço, amo todos os meios que estou”, disse. Claro que, assim como todo mundo, ela também enfrenta algumas dificuldades, mas em nenhum momento pensou em desistir de fazer o que ama.

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“Já tive momentos complicados e eu acredito que eles tenham sido potencializados pela internet. Eu sempre fui uma pessoa preocupada e ansiosa, então sempre tive muito medo de falar coisas erradas. Não é que eu pensei em desistir, mas queria apagar minha conta do Instagram. Sou muito grata pelo que as redes sociais me proporcionaram, mas eu gosto de viver, eu sou a pessoa que mais detesta pegar no meu celular. Então tem dias que eu não quero pegar no celular”, contou.

No início da pandemia, quando precisou ficar isolada, acabou entrando em uma complicação com sigo mesma por querer fazer tudo ao mesmo tempo e ser cobrada nas redes sociais: “Isso me deixou muito louca no início da quarentena, porque eu entrei em uma encanação de perfeição bizarra. Depois do Enem eu senti que as pessoas me cobravam de muitos assuntos que eu não sabia falar”, comentou sobre o seu vídeo que viralizou na web durante o Enem na pandemia.

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Como faculdade, Fernanda escolheu fazer relações internacionais e é sempre muito questionada pelas pessoas porque decidiu fazer esse curso: “Sempre gostei muito de política, de história, atualidades. Sempre me interessei muito por conflitos e eu lembro desde muito pequena de assistir séries sobre guerras com os meus pais e me interessar muito sobre o fenômeno da guerra (…) e não existe fazer relações internacionais sem gostar minimamente de política”, disse.

Além de seu interesse, Fernanda teve, desde muito cedo, contato com a área, o que potencializou seu desejo por relações internacionais: “Aos 10 anos eu conheci uma diplomata brasileira que me contava diversas histórias e eu decidi que eu queria fazer aquilo também, acho muito legal. Entrei na faculdade e mudei de ideia, porque descobri que eu gosto de outras áreas. Eu gosto muito do jornalismo politico, do ativismo politico. Escolhi RI pelo encontro desses meios”, contou ela, que pretende seguir sendo atriz ao mesmo tempo.  

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Hoje em dia Fernanda é uma grande influência para os jovens que estudam e escolheu seguir esse caminho nas redes sociais, justamente por sentir essa necessidade quando precisava. “Escolhi passar isso da maneira mais real, porque era o que eles precisavam.  Eu falo muito de representatividade porque quando eu fui pesquisar de vestibular eu vi poucas pessoas falando sobre isso, poucos jovens que eu admirava e faziam isso”, contou. “Acho muito legal maquiagem, looks, mas eu senti falta de uma coisa muito mais real, muito mais palpável à minha realidade, que era o estudo, era a prova de matemática, era fazer três vestibulares, que era não passar na primeira fase”.

Sua escolha foi de ajudar quem está passando por um dos momentos mais importantes e precisa ter algo real para se inspirar: “Eu quis assumir esse papel para mostrar para essas pessoas, que têm a mesma idade que eu, o que era real, o que era a decepção de não passar em uma prova e passar em uma faculdade. Sentia falta de pessoas da minha idade falando de coisas da minha idade (…) As pessoas se identificaram e se sentiram muito representadas e, por isso, conquistei o público que tenho hoje”, afirmou.

O ano de 2021 está só começando e a jovem de 18 anos já tem alguns planos para o futuro, entre eles o lançamento do filme “Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática”, baseado no livro de Thalita Rebouças. “Estou tirando minha carteira de motorista, então a Fernanda de 18 anos vai ser motorista. A Fernanda da faculdade está indo para o segundo ano. Fernanda atriz tem algumas coisinhas encaminhadas que eu não posso comentar, alguns projetos. Mas no final deste ano tem ‘Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática’. Fernanda influencer ainda pretender fazer conteúdos, falar de política, falando o que eu sei, organização, dicas de estudo”, finalizou.

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