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Demi Lovato lança documentário “Dancing with the Devil”, confira as principais revelações dos dois primeiros episódios!

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Os dois episódios estão disponíveis para serem assistidos no canal da cantora no YouTube

ALERTA GATILHOS! 

Nesta terça-feira, 23, Demi Lovato lançou dois episódios de seu novo documentário “Dancing with the Devil”, que foi dividido em quatro partes. O primeiro episódio se chama: “Perdendo o controle” e o segundo “A 5 minutos da morte”. O documentário começa relembrando a turnê “Tell Me You Love Me”, em 2018. Amigos da cantora falaram que ela parecia feliz e presente. A turnê nos Estados Unidos era um sonho que estava se realizando, porém não era isso que estava acontecendo.

Confira as principais revelações da cantora:

++LEIA MAIS: Alerta de gatilho: Demi Lovato confessa que consumiu vários tipos de drogas antes de sua overdose

Distúrbio Alimentar

Os distúrbios alimentares que a ex-Disney sofria não eram novidade para ninguém. Porém ela revelou que seus problemas com comida vinham desde pequena, quando disputava concursos de beleza e que dizia a si mesma, que caso não ganhasse, nunca mais iria comer.

Demi ainda contou sobre um episódio no restaurante “Taco Bell” em que tentou pagar o paparazzo que a flagrou comprando comida. Caso as imagens saíssem, a equipe da cantora daquela época, que controlava sua alimentação, descobriria. Além disso, a cantora revelou que começou a sentir vergonha de estar no restaurante por conta de seus distúrbios alimentares. Mas ela não conseguiu convencer o paparazzo e teve as fotos divulgadas.

Relação com o pai

A cantora disse que se sentiu culpada pela morte do pai, em 2013. Patrick Lovato foi diagnosticado com esquizofrenia e transtorno bipolar e também lutava contra o vício nas drogas e álcool. 

A morte do pai aconteceu perto dos Dias dos Pais e por isso, até hoje, Demi e sua família têm dificuldades de comemorar a data com o padrasto Eddie de la Garza.

Demi se sente culpada por não ter tentando ajudar mais Patrick e de o ter cortado de sua vida. Além disso, a cantora admite que seguiu os passos dele e quase teve um final trágico também.

Sexualidade

Demi contou que o relacionamento com Max Ehrich avançou muito rápido e, depois do fim do noivado, percebeu que precisava se conhecer mais, e então se assumiu queer. 

“Eu não vou colocar um rótulo em mim mesma, mas acho que tem muitas coisas que eu preciso explorar antes de me comprometer assim. Eu quero me permitir viver a vida da maneira mais autêntica possível. O que eu ainda não pude fazer por causa do meu passado”, revelou a cantora.

++LEIA MAIS: Demi Lovato fala sobre a fluidez de sua sexualidade: “O rótulo queer é bom”

Overdose

Ao lado do médico que salvou sua vida, Shouri Lahiri, a cantora revelou detalhes de como foi o dia da overdose. O dia 24 de julho de 2018 é um dos pontos principais do documentário que desencadeia outras revelações para mostrar as fases de sua recaída até aquele dia. “Os médicos disseram que, se minha assistente me encontrasse 10 minutos depois, eu não estaria mais aqui”.

Tudo começou quando Demi voltou a usar drogas depois de seis anos sóbria: “Eu experimentei coisas que nunca tinha tomado. Metanfetamina, junto com MDMA, cocaína, maconha, álcool, oxicodona… Só isso já deveria ter me matado”, e depois disso ela afirma ter começado a usar crack e heroína. 

Ela também disse que teve três derrames e um ataque cardíaco na ocasião, além de pneumonia e falência de múltiplos órgãos. A cantora ainda lida com as consequências da overdose como pontos cegos na visão, que a impedem de dirigir, e danos cerebrais.

Lovato desabafou que mesmo depois da overdose, ela continuou usando heroína: “Eu queria poder dizer que a última noite em que eu usei heroína foi a da overdose, mas não foi”.

Ela ainda contou que atualmente continua bebendo e fumando maconha com moderação, pois a ajuda a aliviar o estresse: “Ter que dizer a mim mesma que eu nunca mais vou beber ou fumar é me preparar para o fracasso, porque comigo é tudo preto ou branco. E eu quero ter algum alívio com um baseado, entende?”.

Abusos Sexuais

Demi disse que ainda quando gravou “Camp Rock”, filme da Disney, ela foi abusada sexualmente por um dos atores e perdeu sua virgindade naquele dia. Ela ainda teve que conviver com a pessoa durante as gravações.

Mas, infelizmente, não foi a única vez que ela foi estuprada. No dia de sua overdose, o traficante que vendia as drogas também a abusou sexualmente: “Me encontraram nua e azul. Ele me deixou na cama literalmente para morrer depois de se aproveitar de mim”.

Demi revelou que durante a recaída voltou a procurar o traficante e teve relações sexuais com ele de maneira consesual: “Eu queria reescrever a escolha dele de me violar, e queria que fosse uma escolha minha. Eu liguei pra ele e falei: ‘Agora eu vou transar com você’. E não consertou nada, só fez com que eu me sentisse pior. Mas foi a minha maneira de recuperar o controle”.

Parecia Bem

Diversas pessoas do círculo de Demi diziam que a cantora estava superbem e que ela estava melhorando cada vez mais por conta da sobriedade de seis anos. A mãe da cantora, Dianna Hart, revelou que disse à filha no show do Rock in Rio Lisboa, em 2018, que era um dos melhores shows da carreira dela e que ela estava superbem. “Demi, acho que este é o melhor show que você já fez e sabe de uma coisa? Acho que só vai melhorar a partir daqui”.

Porém, um mês depois, Demi teve a recaída que quase tirou sua vida. 

“Eu simplesmente sinto que o motivo de ela estar viva hoje é por causa das milhares de orações que foram feitas naquele dia, quando todos descobriram o que estava acontecendo. Eu não acho que ela estaria aqui se não fosse por aquelas orações e os bons médicos do Cedars-Sinai”, contou Dianna.

O próximo episódio se chama: “Retomando o controle” e sai dia 30 de março, às 16h (horário de Brasília).