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Bibi Tatto e Klébio Damas revelam os desafios de ser youtuber e falam sobre a cultura do cancelamento

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Os youtubers contaram suas maiores dificuldades e preocupações como influenciadores digitais nas redes sociais

De uns anos para cá, o conceito de “profissão youtuber” ficou cada vez mais presente. Ao contrário do que muitos pensam, ser “youtuber” não é uma tarefa fácil: é necessário ter uma organização de gravação de vídeos, manter a mente sempre criativa, interagir nas redes sociais constantemente, buscar novos conteúdos todos os dias e estar antenado nas novidades.

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Tudo isso demanda tempo, estratégia e muito conhecimento em diversas áreas, o que faz com que os youtubers tenham que aprender de tudo um pouco e se dedicar muito para seu sucesso. Pensando nisso, a Atrevida conversou com Bibi Tatto e Klébio Damas para conhecer um pouco mais desse mundo e entender seus desafios.

Para Bibi, as dificuldades variam conforme a fase da carreira. Enquanto no início sentia um bloqueio criativo, hoje sente mais dificuldade na organização de tudo, já que está sempre atarefada: “Gravações, planejamentos e tudo que a produção de conteúdo envolve. Então, depende muito do momento da carreira que você está. A gente passa por todas essas fases, mas vamos aprendendo com elas e sempre superando os desafios”, disse.

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Já para Klébio, a maior dificuldade enfrentada é ter inspiração e criatividade todos os dias, já que não lida apenas com o Youtube, mas também com Instagram e Tik Tok: “Para post no feed ou stories, por exemplo, tem que ser seguida uma rotina diária, sempre animado. Já para o YouTube, o mais difícil é buscar informações. Como a maioria dos vídeos que faço envolve a causa LGBTQIA+, preciso pesquisar e consumir muito desse conteúdo”.

Por isso, a organização é fundamental e a rotina certa de cada youtuber varia da forma que achar melhor, afirma Bibi, que funciona e trabalha melhor cumprindo horários e situações já planejadas. “Se eu não tiver isso, eu posso acabar deixando as coisas saírem um pouco do meu controle, e posso deixar escapar alguma coisa. Então eu trato o Youtube exatamente como trataria qualquer outro trabalho, com disciplina”, conta.

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Além das dificuldades enfrentadas no momento do trabalho, os youtubers também lidam com a preocupação causada pela cultura do cancelamento. Klébio garante que nunca deixou de postar nada, mas sempre fica atento no que diz e nas reações do público. “A cultura do cancelamento afeta muito o psicológico, pois uma coisa é você discutir as atitudes de alguém e outra coisa é você cancelar a troco de nada e isso gera muitos conflitos na internet”, disse.

“Meu maior medo como youtuber, com toda certeza, é o cancelamento”, conta Bibi. A cantora e influenciadora se preocupa com o rotulamento de sua personalidade nas redes sociais e dos comentários se tratarem de algo que, na verdade, ela não é. “Às vezes o pessoal vê algo que a gente postou na internet uma vez, ou sem contexto e cria já uma visão de você que não é necessariamente verdadeira. A gente não tem uma chance de mostrar que a gente não é daquela forma, ou que até pode ter rolado uma interpretação diferente e sem contextualização”, afirma. 

Por fim, os youtuber contaram um pouco de sua trajetória e como lidam com o público. Klébio relembrou o início de sua carreira e contou que, inicialmente tratava sobre livros em seu canal, justamente porque sentia a necessidade de dividir seu conhecimento e gosto com alguém. Mais tarde decidiu falar sobre coisas do dia-a-dia, como o mundo LGBTQIA+ que, até então, era pouco dito com os jovens na internet.

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“A partir daí, gravei vídeos dando dicas de como se assumir para a família, se aceitar e explicando causas sociais, gerando um retorno muito bom das pessoas. Atualmente, falo muito da causa LGBTQIA+ e mostro também a vida pessoal, junto do meu noivo. Meu maior objetivo sempre será buscar estabelecer uma representatividade na internet e com isso fazer com que as pessoas se identifiquem com o meu tipo de conteúdo”, contou.

Já Bibi, conta que seu conteúdo é reflexo de como foi educada, mas de forma muito natural. Sempre buscou fazer o bem para as pessoas e pretendia atingir todo tipo de público com o seu trabalho. “Eu procurei, desde cedo, criar um conteúdo para todo mundo. Isso foi uma preocupação e um conceito que eu aprendi dentro de casa, sabe? Meus pais sempre me ensinaram a ser desse jeito, agir sempre com a ideia de espalhar o bem e o melhor para todo mundo. Então, por que eu seria diferente na internet? Não faria sentido”, finalizou.