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Tecnologia em excesso afeta a saúde física e mental das pessoas?

A tecnologia, especialmente a internet, está ao alcance das mãos o tempo todo, é uma realidade no cotidiano do mundo. Não há como negar que a democratização do acesso à tecnologia facilitou o dia a dia. Porém, como toda criação humana, também pode ter efeitos indesejados para a vida.

A tecnologia traz rapidez às relações, possibilita o contato com pessoas que estão distantes fisicamente e encontros que não aconteceriam de outra forma. Por outro lado, a tecnologia contribui com o que o antropólogo polonês Zygmunt Bauman chamou de sociedade líquida, em que os valores, o comportamento e até os encontros amorosos ganhem fluidez extrema, que pode gerar sofrimento e esvaziamento da pessoa e suas relações.

Qualquer informação pode ser checada em segundos! Com alguns cliques, é possível assistir a uma aula de culinária, idiomas e qualquer assunto de vestibular, por exemplo. Mas também ficam disponíveis informações controversas, a respeito de anorexia, suicídio e outros sofrimentos. Com essa mesma rapidez, também se espalham as chamadas fake news

A tecnologia e suas facilidades e a agilidade trazem à tona os grandes conflitos da humanidade, como vida e morte, saúde e doença, alegria e tristeza. Tudo isso em um clique, rapidamente! Por isso, o uso excessivo pode comprometer os aspectos emocional e social das pessoas. O que serviria para uma possibilidade de desenvolvimento de algumas habilidades, pode trazer prejuízo se levado ao extremo.

Quando se trata de crianças, a exposição excessiva aos aparelhos tecnológicos pode trazer prejuízo ao desenvolvimento de habilidades importantes, como a coordenação motora, habilidades de comunicação e socialização. É comum ouvir de pais de adolescentes a queixa de que os filhos se isolam, abrindo um buraco negro no lugar da intimidade e do convívio. Muitas vezes esse isolamento acontece em suas paredes virtuais, um não sabe por onde o outro anda e a saúde familiar paga um preço alto por isso.

O importante é ficar atento à limitação que os recursos tecnológicos trazem ao mundo presencial e adaptar-se ao século XXI, esse admirável mundo novo.



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